O CONSUMO E A FELICIDADE: #escolha ser feliz!

Por que será que estamos sempre tentados a consumir? Compramos coisas que nunca usamos, compramos coisas que não podemos pagar, compramos coisas que já temos, compramos coisas para impressionar quem nem gostamos, compramos e  compramos. Mesmo quando temos conhecimento de que estamos “atolados’ em dívidas, não raro continuamos a consumir.

Esse comportamento é natural? Eu diria que esse comportamento é muito mais comum do que possamos imaginar. Mas, ninguém nasce com essa “necessidade”, isso não!

 

Para Entender um Pouquinho o Que Aconteceu:

O século XX trouxe mudanças tecnológicas incríveis, possibilitando a produção de bens materiais nunca antes experimentado. Passamos a ser a sociedade do consumo. Com tantas ofertas e facilidade de acesso ao crédito, ficou difícil alguém não se render aos apelos. E nesse sentido o Marketing foi  muito eficiente! Passou a focar a felicidade associada ao ter: status, dinheiro, roupas, objetos.

E nós incorporamos:  “Eu consumo logo existo; minha identidade é o que eu compro; eu faço parte do grupo; eu mereço ter”.

Fato: “o marketing cria o desejo para atender uma necessidade humana”.

 

 

 

Minhas Necessidades e Meus Desejos

Será que consumir resolve suas  necessidades mais profundas? Você consegue se sentir pleno e feliz quando compra?  Será que as pessoas mais felizes são aquelas que têm mais status, dinheiro e bens?

Em 2012 o Instituto Akatu fez uma pesquisa onde perguntou aos consumidores o que eles consideravam ser felicidade. A resposta para 60% das pessoas foi: estar saudável ou ter uma família saudável, conviver bem com a família e com os amigos.

 

 Pirâmide de Maslow

 

Enquanto seres  humanos,  temos necessidade de água, alimento, ar, expressão sexual, diversão, respeito, encorajamento, empatia, paz, calor humano, amor, aceitação, e tantas outras.

Todos nossos desejos, derivam das nossas necessidades. Quais são seus desejos? Quando você compra, você está atendendo uma necessidade sua, ou está sucumbindo aos “apelos” que não são verdadeiramente seus?

 

As Estratégias do Marketing

Existem várias estratégias que o mercado lança, baseadas em estudos de  comportamento. Sabemos que somos seres racionais, e pensamos que sempre podemos agir assim. Mas que nada! Essas estratégias nos desviam para a impulsividade.

O primeiro dos  comportamentos é o senso de urgência e o segundo o dos descontos.

Conhece as famosas campanhas “compre somente neste sábado com descontos incríveis”? Ou as Black Friday? Esses são típicos exemplos.

E ainda tem o “truque” do parcelamento, que normalmente embute juros, não se engane! Então cuidado para não comprar algo que nem precisa, não quer , não pode…

Agora, se você realmente está precisando de algum produto ofertado, se tem dinheiro para comprar sem comprometer seu orçamento, então essa é uma boa hora.

Não precisamos ser contra o marketing ou deixar de consumir. Existem pessoas que buscam ser felizes com menos, baseados no ser e não no ter. O Marketing também  já percebeu esse movimento, e vem atuando nesse sentido. Lembra da propaganda de uma rede de supermercados com uma música que diz “O que você faz prá ser feliz?”, e mostra cenas de famílias, crianças, enfim o relacionamento com o outro?

Não existe vida sem consumo, mas ele precisa ser consciente. Se desejar àquela bolsa, se isso te faz feliz, compre de maneira planejada, dentro de sua capacidade financeira.

 

A Impulsividade

Ainda tem a busca por “recompensas”,  que é quando agimos por impulso. Eu mereço aquela bolsa! Trabalhei muito, não sou reconhecida, não sou amada, estou triste e preciso me recompensar!

Há uma pesquisa americana chamada de “A Miopia da Tristeza” que diz o seguinte: “A miopia da tristeza é,  responsável por um preconceito momentâneo que leva as pessoas a ignorar os ganhos maiores que vêm com a espera em troca da satisfação imediata…E o mais surpreendente é que o gasto em si recebe mais atenção do que o benefício que poderá produzir”.

Sendo assim, conclui-se que escolhemos o prazer imediato ao prazer futuro. Mas isso tem sérias implicações. Você estará sabotando seus sonhos, suas metas futuras.

 

Conclusão

Então, sim a tal felicidade existe!  Certamente ela não está no dinheiro. Dinheiro não é um fim, ele é um meio para atingir seus sonhos. Como disse Carolina Sandler “ninguém come dinheiro, dirige dinheiro, mora em dinheiro”.

A Educação Financeira baseada na metodologia  DSOP , prioriza os sonhos antes dos recursos financeiros. Mas para que eles sejam realizados, é essencial que você faça a sua parte exercendo a mudança de comportamento.

Somos seres humanos, nossa felicidade real está em nossas necessidades mais básicas. Todos nós queremos ter segurança, significância, amor, crescimento, conexão com o outro, fazer o bem.

Procure identificar o que seus desejos revelam sobre suas necessidades.

Valorize as emoções. Experiências são duradouras, bens materiais não.

 

Fique bem!  Educação Financeira o caminho para sua liberdade financeira.

Se gostou, não esquece de curtir! Gratidão por me acompanhar!

 

créditos fotos: Pixabay – 1 Webandi / 2 Miapouterr

Ana Pacheco

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